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Primeiramente: Copiar não dá mérito pra ninguém: não é sinal de apreço, de admiração nem de nada que seja positivo. Quem copia os outros sem pedir permissão e/ou sem citar o autor nada mais é do que gente sem imaginação. Acho total falta de respeito sair por aí dizendo que uma coisa que alguém teve todo o trabalho de pensar, elaborar, corrigir e escrever de novo é sua. Então, fica a dica: quer algum texto meu? Pede! É só me mandar um e-mail que eu te mando o que você quiser, com o maior prazer do mundo, desde que você cite o autor. Agora vamos ao que interessa: Duvidosa, mal segura, problemática, incerta, indeterminada, suspeita e com um "quê" de amargura literária, sendo esta influenciada pelas notáveis Virgínia e Clarice. Leitora fiel de rótulos de shampoo e condicionador, evitando assim porcarias informativas tipo a revista Veja. Atualmente interessada por política, cremes para o cabelo, abstenção da carnificina praticada contra os animais e posições sexuais. Abomina falsas promessas, gente que fala alto, que fala muito, não tem muita paciência com idosos nem crianças e simplesmente não suporta falta de caráter. Fumante. Adora costurar (e não, eu não sou a sua avó) e fazer coisas com material reciclado. Namora o Victor há tempo suficiente pra saber que ele é a pessoa mais paciente que ela já conheceu. Uma pessoa que faz seus próprios absorventes pois é total noiada com o próprio útero, que faz as próprias bolsas e a própria comida por puro nojinho (sabe-se-lá aonde o cozinheiro colocou a mão antes de fazer minha comida!). Prefere bicho do que gente, sente cosquinha na sombrancelha e morre de agonía de gente que desconhece um maravilhoso invento chamado fone de ouvido. Alguém que tem mais gatos fazendo cocô do que ela consegue limpar e que prefere ter outro gato do que ter um filho. Não sabe se faz veterinária ou biologia. Se você quer ver a minha cara goda e feia, é só entrar aqui , aqui , ou aqui . Contato: arethovisky@hotmail.com (nem adianta adicionar porque eu não uso messenger, mas se você me mandar um e-mail pode ter certeza de que ele será respondido.) Links Sistinas, Sabor de Baunilha, Por uma vida sem catracas, Mídia Independente, Acetoso, Bad Soul, Salvando Vidas (meu grupo de proteção animal), Mundo da Lua, Li, Poison Fake, Marilyn Go Round, Coffe Break, Anne, The L Word, A carne é fraca, ProAnima, Revista Andros, Mariliando. Participo Meu mau-humor Arquivos 12/04/200918/04/2009 22/02/200928/02/2009 08/02/200914/02/2009 18/01/200924/01/2009 04/01/200910/01/2009 28/12/200803/01/2009 14/12/200820/12/2008 19/10/200825/10/2008 24/08/200830/08/2008 03/08/200809/08/2008 20/07/200826/07/2008 25/05/200831/05/2008 11/05/200817/05/2008 13/04/200819/04/2008 06/04/200812/04/2008 30/03/200805/04/2008 23/03/200829/03/2008 10/02/200816/02/2008 18/11/200724/11/2007 28/10/200703/11/2007 14/10/200720/10/2007 07/10/200713/10/2007 09/09/200715/09/2007 19/08/200725/08/2007 12/08/200718/08/2007 15/07/200721/07/2007 01/07/200707/07/2007 24/06/200730/06/2007 10/06/200716/06/2007 03/06/200709/06/2007 06/05/200712/05/2007 29/04/200705/05/2007 22/04/200728/04/2007 15/04/200721/04/2007 08/04/200714/04/2007 01/04/200707/04/2007 25/03/200731/03/2007 18/03/200724/03/2007 11/03/200717/03/2007 04/03/200710/03/2007 25/02/200703/03/2007 18/02/200724/02/2007 04/02/200710/02/2007 28/01/200703/02/2007 21/01/200727/01/2007 14/01/200720/01/2007 24/12/200630/12/2006 17/12/200623/12/2006 10/12/200616/12/2006 03/12/200609/12/2006 26/11/200602/12/2006 05/11/200611/11/2006 22/10/200628/10/2006 15/10/200621/10/2006 08/10/200614/10/2006 03/09/200609/09/2006 27/08/200602/09/2006 20/08/200626/08/2006 13/08/200619/08/2006 06/08/200612/08/2006 30/07/200605/08/2006 23/07/200629/07/2006 02/07/200608/07/2006 11/06/200617/06/2006 02/04/200608/04/2006 19/03/200625/03/2006 05/02/200611/02/2006 29/01/200604/02/2006 08/01/200614/01/2006 11/12/200517/12/2005 27/11/200503/12/2005
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Outro dia passou na TV um estudo sobre as áreas de memória do cérebro e um pesquisador que está tentando mapeá-las para posteriormente manipular toda a nossa memória. Parece até coisa de filme, e realmente é, mas imagina só você se esquecendo do bendito ex que te fez sofrer mais que a Maria do Carmo da novela das 9? Seria maravilhoso?! Pois eu digo que não. Dizem por aí que a gente só aprende errando, e se esquecermos os nossos erros, afinal de contas, quem garante que com o próximo bofe não vamos cometer exatamente as mesmas injustiças? Óbvio que é um pé no saco ficar remoendo aquela mesma ladaínha parecendo vitrola quebrada, é um porre deitar toda noite e lembrar do dito cujo e do quanto vocês eram felizes e blá blá blá, mas de que adianta esquecer tudo? Pessoas não são descartáveis, memórias são importantes pra nos tornar tudo o que somos hoje. Sofrer faz parte do aprendizado, faz parte do viver. Como é você conseguiria saber o que é bom se você nunca conheceu o lado ruim da coisa? Afinal, que graça teriam os seus relacionamentos hoje se você tivesse esquecido que na terceira série você e o Frederico dividiam lanche no recreio e no final das contas ele te trocou por uma partida de bolinha de gude?
Para o Tudo de Blog da Capricho - Postado por: Viking às 18h45 [ ] [ envie esta mensagem ] Tipo assim, passei pra biologia na UFLA e tô me mudando pra Minas hoje. Beijo pra quem fica e aguardem que eu retorno com a corda toda e milhões de textos que eu já escreví e falta publicar, além de responder todos os comentários. - Postado por: Viking às 14h23 [ ] [ envie esta mensagem ] O que a maior parte das pessoas encara como brincadeira de trote, pra mim é Bullying: expor alguém a riscos, violência física e psicológica, intimidação e comprometimento da integridade física e moral de alguém. É claro que existem aqueles trotes saudáveis, como sujar de farinha, de tinta e ter que ir pedir dinheiro no sinal. Isso tudo faz parte de um importante rito de passagem que é o ingresso na faculdade, mas violência durante essas brincadeiras é crime e deve ser encarado como tal. Quem gosta de ser embebedado, espancado e humilhado geralmente procura uma casa de fetishe, e não uma faculdade. Aqui em Brasília até fecharam um Centro Acadêmico por conta dessas brincadeiras. Por outro lado, tem muita gente que aproveita pra fazer trote solidário: alguns cursos tem como proposta de trote ir à instituições de caridade, arrecadam brinquedos e roupas, levam comida e produtos de higiêne para pessoas necessitadas. Outros, ao invés de sujarem seus calouros, exigem que eles façam algo ligado ao curso, como por exemplo montar um carrinho de rolimâ ou um circuito elétrico. São brincadeiras saudáveis e muito mais divertidas do que amarrar alguém no poste e enxê-lo de bebida. Violência é crime, e enquanto os caulouros e as próprias universidades continuarem dando seu consentimento silencioso pra esse tipo de trote, vai ter sempre alguém indo comemorar sua entrada na faculdade em um hospital ou coisa pior.
Para o Tudo de Blog da Capricho - Postado por: Viking às 14h45 [ ] [ envie esta mensagem ] Infakicidade Não acho válido, aliás, abomino essa coisa de fake. Não tem coisa mais horrível do que descobrir na internet fotos ou textos seus assinados por outra pessoa, ou então aqueles infelizes que te investigam e criam um blog/orkut com todas as informações pertinentes à sua vida. Mas o que mais irrita é quando o fake copia não só as fotos, e sim os textos. Ter um fake mostra o quão insegura e covarde a pessoa é. Copiar não dá mérito pra ninguém: não é sinal de apreço, de admiração nem de nada que seja positivo. Quem copia os outros sem pedir permissão e/ou sem citar o autor nada mais é do que gente sem imaginação, insegura, que precisa usar a internet pra fingir ter uma vida que no mundo real não existe, é gente que se esconde atrás de uma tela porque não quer dar a cara a tapas e pagar o preço por defender certas opiniões e pontos de vista. Acho total falta de respeito sair por aí dizendo que uma coisa que alguém teve todo o trabalho de pensar, elaborar, corrigir e escrever de novo é sua. Não tem culhões pra encarar julgamentos e críticas? Não escreva, não publique nada e não se mostre, ha, e procure um médico, porque ser inseguro até na internet, que é o lugar onde as pessoas mais podem mentir sobre o que realmente são sem precisar se esconder, só pode ser doença.
Para o Tudo de Blog da Capricho - Postado por: Viking às 23h55 [ ] [ envie esta mensagem ] Glub Glub Parece até aqueles temas bizarros de redação que a Tia dava pra gente escrever na 4ª série, mas não é nada disso. Acho que as melhores férias que eu tive foram também as piores, e por serem ruins, isso deu a elas um 'quê' de emoção. Foi quando eu fui ao Rio e levei uma amiga minha: o carro estragou no meio da estrada e a gente chegou ao nosso destino, literalmente, em cima de um reboque. O mais engraçado foi a gente descendo e subindo do reboque nas paradas de ônibus, e o mundo inteiro olhando. Chegando lá, encontramos uma velinha que afanava nossas coisas e guardava no quarto dela. Meia noite, eu no meio do mato, hiper entupida, e sem remédio de nariz. Na praia, minha amiga conseguiu prender o cabelo na prancha de um surfista e ele, sem perceber, saiu arrastando-a até o começo da arrebentação. Não satisfeita, ela resolve tomar um caldo lá no raso, onde os bebês tomam banho de baldinho, ficamos presas dentro de uma vala um tempão e por fim encontramos o tal surfista indo embora pela mesma rua que a gente. Pra completar, eu xinguei a minha hospedante sem saber que ela estava no quarto e, por maldade, ela polia toda a prataria da casa dela às 8:30 da manhã em pleno Janeiro. Ô saudade daquelas bizarrices todas! - Postado por: Viking às 12h39 [ ] [ envie esta mensagem ] Co-cotas para negros Pode parecer clichê, mas afinal de contas eu ainda sou vestibulanda e infelizmente isso é assunto recorrente nas mesas de bar; ao que parece todo mundo tem a mesma opinião tosca, então lá vou eu contribuir com a minha que é um pouquinho diferente. Quando lançaram o PAS (aqui em Brasília se chama Programa de Avaliação Seriada) foi a mesma novela: o pessoal que tava fazendo vestibular achava injusto porque reduzia as vagas pela metade, e de certa forma eles tem razão, mas vamos combinar que nesse sistema nada justo que as universidades federais arrumaram pra nos avaliar, o PAS é certamente melhor, já que, como o nome diz, a avaliação é feita ao final de cada ano, ao invés de cobrarem toda a matéria enorme que a gente vê no ensino médio de uma vez só. Foi foda pra quem já estava tentando vestibular há um tempo, mas em contra partida foi bom pra quem tava começando a engatinhar na vida acadêmica; afinal de contas, quem passa pelo PAS geralmente são os alunos que passariam no vestibular. Nas cotas, todo mundo ficou indignado. Diziam que só ía aumentar o preconceito, que o sistema de cotas estava era dizendo que 'os negros são burros' e toda aquela ladaínha. Eu também pensava isso, também achava (e continuo achando) injusto eu ter que tirar 167 numa prova e um negro ter que tirar apenas 70 pra entrar no mesmo curso que eu. Mas, pensando por outro lado... Todo mundo sabe que o que mais tem no Brasil são universidades particulares picaretas, daquela pagou-passou, e Brasília está longe de ser uma excessão, aliás, diria até que é a regra. Tem algumas (tipo a PUC) que se salvam, e que tem até nota maior no ENADE do que as federais, mas essas são raras. Vamos combinar que quem faz ensino médio numa escola particular tem dinheiro pra pagar sim uma faculdade, e quem deveria ir pra federal, no caso os estudantes de baixa renda, no máximo sentem o cheiro da universidade, porque os nossos queridos governantes esqueceram que educação é a base de tudo e deixam as escolas às traças. Eu posso falar porque estudei um tempo em escola pública e meu namorado estudou lá a vida inteira, e quando a gente se conheceu a defasagem dele em relação à galera da escola particular era simplesmente gritante. Conhecí uma menina que veio de escola pública e não sabia o teorema de pitágoras. Báskhra pra ela era coisa de matemática financeira. Me diz como uma pessoa dessas consegue tirar diploma!? Não deveria, mas tirou. O que ninguém pára pra pensar é que, desde que foram alforriados, os negros nunca foram incluidos na nossa sociedade. Quantos negros tem na sua escola? Quantos trabalham com os seus pais? Dá pra contar nos dedos de uma mão e ainda sobra dedo. As cotas são sim uma forma de incluir o negro. Óbvio que quando mexem no que é da gente, todo mundo se revolta, mas você já parou pra pensar como é estar no lugar dessas pessoas? O quanto é horrível fazer um ensino médio pra depois ir trabalhar de camelô (não estou desmerecendo a profissão, mas que eles ganham menos e ralam muito mais, não é novidade)? Aí todo mundo diz que não é preconceituoso e que as cotas é que vão gerar preconceito, mas se você tá andando sozinho na rua de noite e vê um branquelo passando do seu lado, você nem liga, mas se é um negro, você já muda de calçada, vai pra algum lugar que tenha mais gente... Cara, o que as pessoas não percebem é que ser contra cotas por esse motivo é ser muito mais preconceituoso do que quem não senta do lado de um negro no ônibus, pois é justamente querer que os negros continuem sendo exatamente o que eles eram há séculos atrás: serventes. É querer que o cara continue fazendo seu almoço, lavando seu carro, engraxando o seu sapato e esperar que ele se vire, afinal: quando a gente quer corre atrás. No mundo em que a gente vive é fácil falar isso, mas na realidade deles, que em sua maioria vem de lugares de baixa renda onde o buraco é mais embaixo, estudar não é uma opção. Eles tem que trabalhar pra ajudar a complementar a renda, livro custa caro, tem que pagar um valor absurdo de passagem pra chegar até a escola, muitos não tem dinheiro pra comer na rua. E aí? Como é que faz? Não faz né. Resumidamente, eu acho injusto sim eu ter que tirar 167 e um negro ter que tirar 70 na mesma prova, mas também acho injusto eu ter dinheiro pra gastar no shopping e o cara não ter dinheiro nem pra comer. Acho injusto a minha maior preocupação ser passar no vestibular enquanto o outro não tem aonde morar e, acima de tudo, acho injusto dizer que as cotas são injustas pra nós filinhos de papai que tem tudo do bom e do melhor, que o máximo que fazem é se esforçar pra passar numa federal. Concordo com as cotas sim, mas desde que sejam uma medida temporária e que melhorem o ensino público. Mas, como não estão fazendo nem um nem outro e a gente sabe que medida provisória no Brasil dura uns 20 anos... Bom, a gente tem que começar a inclusão de algum lugar. Pode lá não ser o ideal, mas pelo menos já é um começo. Tá insatisfeito? Vai lá e faz alguma coisa. - Postado por: Viking às 19h57 [ ] [ envie esta mensagem ] O que diabos se passa na cabeça desse pessoal que só porque um namoro acabou passa a evitar falar no ex? Eu até entendo que durante algum tempo a gente guarda mágoas, principalmente se o relacionamento terminou mal, mas daí a querer fingir que a outra pessoa nunca passou pela sua vida, é exagero. Esses dias estava eu sentada num bar com uns amigos, gente que eu conheço desde que tinha uns 14 anos e que pegou a minha época pseudo-trevosa. Bom, que todo mundo faz merda isso não é nenhuma novidade, então lá estava eu a dissertar sobre as minhas (nossas) merdas de 14 anos. O problema é que eu passo muito tempo em silêncio (vide horas gastas na biblioteca estudando pro vestibular), então já viu né? Quando eu abro a boca pareço uma Ofelha, e não percebo quando é hora de parar, mesmo que todo mundo esteja me dando chutes e beliscões por debaixo da mesa. Mas ocorreu que eu começei a comentar das besteiras que a gente fazia/falava naquela época, dos casos, dos namoricos que a gente achava que íam ser pra sempre... Enfim, coisas aleatórias que me deixam muito saudosa. Calhou de o assunto ir tomando forma até que eu começei a falar de um namorico que eu tive, e que, na época, meu amigo também namorava uma guria que andava com a gente. A namorada atual desse meu amigo estava do lado dele (ela também é minha amiga) e imediatamente os dois fecharam a cara. Eu, como sempre, continuei com a minha diarréia verbal, falando sem parar nem pra respirar, até que os dois simplesmente levantaram da mesa e me deixaram falando sozinha com a desculpa de ir ao banheiro. Fechei a minha boca e quando eles voltaram mudei imediatamente de assunto e começamos a falar do Óbvio ululante que pulula nas mentes humanas (parafraseando um gibi da turma da mônica he he he). Como é que algumas pessoas conseguem passar, sei lá, 2, 3 anos de suas curtas vidas com outras pessoas e depois simplesmente quererem que ninguém mais toque no assunto? Como se o fulano em questão nunca tivesse existido, como se não tivesse significado nada na vida deles! Acho isso um absurdo! E absurdo pior é querer que os outros não comentem, como se aquele dia tosco e hilário em que todo mundo ficou bêbado pagando Raul um do lado do outro nunca tivesse acontecido só porque o seu ex fez parte dele, e eu, ainda por cima, tenho a obrigação de não cita-lo só porque o recente casal tem problemas de confiança e não suporta a idéia de que um deles tenha tido um outro amor (se é que namoricos de 14 anos podem ser chamados de amor) em um passado longínquo. Puta egoísmo do caralho. É igual aquele filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças, onde tem uma clínia que as pessoas vão pra apagar as memórias. Tem gente que é tão noiada que queima fotos de natal com toda a família que só conseguiu ser reunida naquele natal só porque o seu ex fulano está nela, joga aliança pela janela do 6º andar (ok, ok, depois eu fui lá embaixo buscar), devolve os presentes e rasga o vestido de casamento, com a vaga esperança de que todas as memórias e desafetos acabem também indo ralo abaixo. Se você não sabe lidar com os seus relacionamentos, não sou eu quem vou ter que adivinhar e ficar muda e apática até que você consiga se livrar de todos os seus fantasmas. Faz um blog e escreve sobre isso, ou então paga um analista, mas não me venha enxer o saco simplesmente porque eu não sei fingir que as pessoas, mesmo aquelas que hoje em dia eu não quero nem ver a cara, deixaram de existir.
- Postado por: Viking às 00h31 [ ] [ envie esta mensagem ] A privada entupiu (de vez) Minha semana começou boa, mas como alegria de pobre dura pouco... As vezes eu tenho vontade de enfiar minha cabeça na privada mais próxima e dizer um sonoro "adeus mundo". Não sei o que ocorre, mas sei que não me agrada. Meu ciso dói, meu cotovelo dói, meu ego dói e principalmente o meu ogrulho lateja de tanta dor. É pior do que dor de pé na bunda, e nem adianta vir com aquela célebre frase "eu te avisei" porque isso não cola há tempos. Inveja é foda. Destrói, corrói por dentro e deixa só o bagaço. Bem que me disseram uma vez: "você é frustrada", e eu joguei meu orgulho goala abaixo acreditando que era frase de momento, não quis levar a sério e preferí desculpar, coisa que eu nunca tinha feito antes, ao invés de ouvir o que o meu instinto teimava em gritar, na verdade berrar, desde que eu coloquei os olhos naquela pessoa. E o pior é que nem adianta conversar... Sabe quando você tem a impressão de que, por mais que você fale, não vai ser ouvida? Ou quando as palavras simplesmente se tornaram insuficientes pra expurgar qualquer coisa que seja? Ai calha de você perceber o quanto ignorou as coisas, o quanto fingiu não ver. Tava tão na minha cara e me avisaram tanto, que eu achei melhor tapar os olhos por puro comodismo. Mas é burrice e doloroso mentir pra si mesmo. Não adianta. Você perde o sono, o orgulho, a dignidade e depois cospe em cima dos outros todas as suas frustrações, todas as suas pieguices. Aquele "você é frustrada" ecoa até hoje na minha cabeça, é como prender o dedo na porta toda vez que eu me olho no espelho, como se algo dentro de mim se quebrasse em pedaços, igual aquela porcelana feiosa que enfeita a mesa de centro da casa da sua tia. Eu tinha tanta raiva de mim, mas tanta raiva, que queria me rasgar em noites como essa. Queria me arrebentar por ser mais uma 'putinha borrada de maquiagem', mas pelo menos eu tinha o meu orgulho, ou achava que tinha. É simplesmente humilhante quando você está no topo e vem alguém mais inteligente que você e faz exatamente o teu jogo, e por fim te derruba, levando tudo o que você achava que tinha. Daí você se arrasta na lama e ainda pede 'por favor'. Não funciona. E tudo por medo de ficar sozinha, por achar a própria companhia tão desprezível ao ponto de preferir estar ao lado de gente como essa. Não sei mais me defender, não tenho mais como e nem sei se quero. Há um ano eu tô tentando fingir (mais uma vez) que tá tudo bem, que não me importa, mas a verdade é bem outra. Não fiz nada de errado, mas tô pagando um preço muito caro pela minha burrice, por não ouvir o que eu tinha de mais precioso. Fui ingênua de pensar que a gente deve incluir as pessoas, trazê-las pra tua vida de portas e pernas escancaradas, pra no final das contas descobrirem o meu ponto fraco e me destruírem, duas vezes num espaço de um ano. Agora é esperar se dissolver esse nó, porque eu sei que uma hora isso vai embora. Deixa cicatrizes, que eu vou colocando junto com todos os outros insultos, pra numa hora qualquer cuspir em cima de algum desavisado que nem tinha nada haver com aquela bosta toda.
Sou piegas e não me orgulho disso, assim como não me orgulho de todas as outras coisas. Desaprendí a escrever, coisa que, segundo alguns, eu nunca soube fazer sem sair do lugar-comum. - Postado por: Viking às 00h11 [ ] [ envie esta mensagem ]
Não sei que mística maravilhosa é essa que envolve a meia noite do último dia do ano e que faz todo mundo pensar ser possível abandonar os velhos hábitos e ir de encontro a uma vida nova e promissora. No dia 31 a gente parece capaz de tudo, se sente com uma força absurda e a alma lavada, prontinha pra encarar a batalha de mais um ano. Você promete que nunca mais vai fumar, mas quando dá 3 da manhã do dia 1º te bate uma vontade e você não resiste. O problema é que no plano imaginário tudo fica mais fácil, mas quando você resolve mesmo colocar a mão na massa se dá conta que o buraco é mais embaixo e que, mudar uma postura que te acompanha há anos, além de difícil e doloroso, requer uma grande dose de coragem. Mudar a sí mesmo requer uma enorme capacidade auto-destrutiva, pois você está, literalmente, se desconstruindo em prol de algo que você julga ser o melhor; às vezes nem é, mas você acha e insiste nisso até comprovar que está errada. Não que mudar seja algo impossível, pelo contrário, mas isso só faz sentido se, ao começar a mudança, você se sentir melhor e recompensado. Não adianta ficar lutando contra algo que você é, ou gosta: o melhor nessas horas é se assumir e tentar ser feliz com isso. Se você achar que a mudança realmente é importante mas não consegue fazer agora, deixe pra depois, pra uma ocasião em que você estiver mais disposta e pare de ser cobrar. Ninguém é obrigado a ter força de vontade o tempo inteiro. Você só vai conseguir ter um pouco de paz se aprender, antes de mais nada, a respeitar os próprios limites. - Postado por: Viking às 17h37 [ ] [ envie esta mensagem ] Tem sim. Assim como todas as outras coisas, o preço máximo a se pagar é a sua dignidade. Se um amigo seu te ajuda, o certo deveria ser ele fazer isso porque gosta de você, e não porque espera que no futuro você o ajude: se alguém te quer bem, vai querer estar do seu lado quando você precisar, independente do que possa acontecer mais pra frente. Mas não dá pra ficar do lado de uma pessoa que não se esforça o mínimo pra te ver bem! Não adianta rastejar pelo carinho de alguém que sequer se preocupa em saber como você está, porque o máximo que você vai conseguir vai ser com que a outra pessoa fique com pena de você e começe a se achar muito importante por ter alguém que faz tanta questão da amizade dela, quando pra ela na verdade tanto faz. Quando você começa a ter que mendingar a amizade de alguém, pedir atenção e receber em troca um "oi" sem graça, é melhor ir embora. Para o Tudo de Blog da Capricho - Postado por: Viking às 12h14 [ ] [ envie esta mensagem ]
Sabe aquele cara que não é bonito, mas tem pegada e charme? Pois eu namorava uma criatura assim. Pra mim ele era o cara mais gato da face da terra, e eu jurava que todas as outras meninas pensavam igual a mim, afinal de contas, várias "amiguinhas" pulavam no colo dele quando o encontravam na rua, ligavam pra convidá-lo pra sair e essas coisas mais que deixam qualquer namorada indignada. Cada vez que ele dizia que ía ligar e atrasava 10 minutos, eu morria: chorrava, berrava, fazia um escândalo descomunal, ligava pra todas as minhas amigas e pros amigos dele pra saber onde ele estava e o porquê de não ter ligado. Aí me aparecia a criatura, com a maior cara de paisagem, dizendo que tinha ido comprar remédio pra mãe dele. Só que na farmácia não vende vodka, cigarro, tampouco tem mesa de sinuca e eu ficava fula da vida cagando de medo dele me trair. Foram exatos um ano e meio assim: ele dizia uma coisa e eu não acreditava nem em meia palavra, ou fingia que acreditava pra não ter que terminar o namoro. E quando ele saia com os amigos então? Eu chegava ao cúmulo de ficar a noite inteira acordada esperando ele chegar em casa e me ligar no celular, pra eu ter certeza de que o número era mesmo o da casa dele. Era um tal de celular dar defeito quando ele saía que eu até perdí a conta. Eu sofria mais que a Maria do Bairro e a Mari Mar juntas. Até pro analista eu fui pra dar um jeito, pois eu achava que o problema estava comigo (e em grande parte estava, mas ele contribuía horrores pra eu ficar daquele jeito). Um belo dia eu resolví viajar com um amiga minha e passei duas semanas fora. Ele não me ligou nem um dia! Mandava menssagem no meu celular e olhe lá. Quando eu perguntava o porque de ele não me ligar ele respondia na maior cara-de-pau: "Tô guardando grana pra viajar". Meu Deus! Um cartão telefônico custa quatro reais! Não é possível uma pessoa ser tão pobre assim! Foi aí que eu caí na real e percebí que aquele namoro não ía ter futuro nunca, e que, além de eu estar literalmente me humilhando por uma pessoa que não valia o chão que pisava, minha auto-estima tinha ido pro abismo há muito tempo. Terminamos, mas meses depois lá estava eu correndo atrás dele de novo, igual a um cachorrinho. Foram seis meses de angústia, choros e contas de telefone absurdamente caras até ele "perceber" que ainda "gostava" de mim. Fomos ficando, ficando, e eu com insônia, chorando todos os dias sem motivo e essas coisas. O médico disse que eu estava com depressão, que foi um mix da situação que eu estava vivendo com ele e todas as outras coisas infernais que estavam acontecendo na minha vida. Tive que tomar remédio, fazer acompanhamento psiquiátrico e mais um monte de coisas até eu voltar ao normal. No meio do caminho ele simplesmente sumiu, parou de ligar, e via Msn ele me disse que não dava mais pra continuar junto. Óbvio que pra qualquer um aquilo seria mais do que previsível, mas pra mim não foi. A pessoa que eu achava que mais amava no mundo simplesmente virou as costas pra mim quando eu mais precisei. Hoje eu não tenho mais raiva nem guardo mágoa, pois sei que isso só me faz mal, mas aprendí que, não adianta ficar ligando e vigiando: se o cara quiser te trair, ele vai fazer isso independente do cabresto que você tenta colocar nele e que, como dizem, ignorar o que você sabe que está acontecendo, além de doloroso, é burrice! Para o Tudo de Blog da Capricho - Postado por: Viking às 11h37 [ ] [ envie esta mensagem ]
Pior do que uma pessoa conivente com uma situação ruim, somente aquela que, ao pensar que está fazendo algo bom, acaba fazendo uma verdadeira cagada, deixando as coisas piores do que já estavam. Ultimamente tenho andado por conta de uns projetos de proteção animal, arrecadando dinheiro para ajudar abrigos e essas coisas. Pra começo de conversa, o incrível de algumas instituições é como algumas pessoas não dão o mínimo valor pro teu esforço, e quando eu digo "o mínimo valor" estou sendo até gentil. Mas o fato é que, andando por esse meio, a gente acaba descobrindo que nem tudo é o que parece ser (clichê, mas verdade) e que tem muito mais coisa por trás do que a gente acha. O que me deixa fula da vida é como algumas pessoas conseguem ser tão idiotas e tão mau-informadas. Tendo acesso a livros, sites de busca e mais o diabo a quatro, ninguém quer realmente saber das coisas; basta ler uma coisinha aqui e outra alí pra se tornar um verdadeiro expert em qualquer coisa. Mesmo quando você mostra por meio de desenhos, gráficos e embasamento histórico, as pessoas só ouvem e absorvem exatamente aquilo que lhes convém, e o resto todo vai pro lixo. Deixando mais claro, o que houve foi o seguinte: Orkut afora, existem toneladas de comunidades sobre vegetarianismo e veganismo, e não preciso dizer que eu fazia parte da maioria. O que acontece é que essas pessoas, em sua maiora, se acha o "ó do borogodó" por abrir os olhos pra uma questão que todos parecem ignorar, e pra elas isso é o suficiente. Não importa se você vai chamar alguém de Facista fora do contexto, tornando seu argumento totalmente ridículo e mostrando o quão ignorante você é. Tampouco importa o fato de você mandar alguém "enfiar o dedo no cú e puxar até a nuca" só porque você acha que, certos termos, quando usados fora de contexto, dão descrédito total às tuas idéias: o importante é parecer culto e ponto final. Os vegetarianos e os veganos que eu conhecí até agora (e me perdoem se não é regra geral) são muito brigões. Pra eles não é o suficiente você não comer carne: você precisa ser o mais ético possível, mesmo que isso exija de você idéias que são totalmente incompatíveis com o mundo que vivemos. É óbvio que não me custa nada checar se os cremes que eu passo no meu cabelo foram testados em algum animal, mas dói o pâncreas ouvir dizer que "ter uma empregada doméstica é perpetuar a escravidão de uma forma socialmente aceita" e me dói o rin quando falam que "a sua empregada esconde carne na sua comida porque ela não é feliz com o emprego e as condições de vida que ela tem". Horas, se ela não está feliz, que se demita e procure outro emprego, como todo mundo faz (ou pelo menos deveria fazer). Enxe o saco quando você está tentando falar sobre alguma coisa importante e as pessoas parecem estar mais interessadas em apontar que existe uma vírgula depois de alguma palavra, mas o fim da picada é que, a maior parte, passa o dia inteiro atrás do computador procurando uma razão pra te ofender e quando não consegue, começa a dizer que você poderia ter se esforçado mais do que ter arrastado setenta pessoas pra um almoço beneficente no fim do mundo, cozinhado pra essas setenta pessoas com o pé arrebentado (literalmente) e reclamar, quase às 15h, que a comida acabou, sendo que o almoço seria servido (e foi) pontualmente às 12h. Mas o pior mesmo é ouvir uma velha senhora, que não tem nem máquina de lavar em casa e tem que ficar pedindo emprestado pros outros, falando sobre espiritismo. Sério, nada contra ela ser espírita, mas quem me conhece sabe que eu simplesmente odeio com todas as minhas forças qualquer tipo de religão. Não quero mal quem é religioso, tampouco ridicularizo as crenças alheias, mas as quero bem longe de mim. Não sei o que espiritismo tem haver com Tai Chi e menos ainda com comer carne, pois até aonde eu sei a maior parte dos espiritas são onívoros, mas o que eu sei é que esses e-mails babacas sobre como o aborto é um ato condenável e sobre o tal do chá que eles tomam no Daime me dão vontade de dar um tiro nessa mulher. É um tipinho ordinário de pessoa, que passa o dia inteiro mandando e-mails toscos pra dezenas de outras pessoas retardadas que, por incrível que pareça, dão ouvidos (no caso, olhos) ao que ela fala, e repetem tudo exatamente igual carneirinhos. Aliás, minto, isso seria uma ofensa aos carneiros! Não aguento mais esse nhem nhem nhem sobre tentar convencer as pessoas a não comerem carne, de ir panfletar sobre vegetarianismo, quando ninguém está interessado em ouvir. Ninguém tem o direito de tirar a vida de outro ser, seja ele humano ou não, mas isso é algo que cada pessoa tem que perceber por sí mesma, e não por insistência de alguém. Voltando ao começo, as pessoas só absorvem aquilo que lhes é conveniente, e não vai adiantar muita coisa eu passar a tarde mostrando vídeos e documentários das condições que os animais são mantidos antes deles virarem bife ou gastar os meus dedos postanto um texto enorme sobre crueldade contra os animais numa comunidade intitulada "eu amo churrasco". Pra mim é ridículo, e esse é o tipo de papel ao qual eu não me prestaria jamais! Me irrita também essa quantidade toda de papel que é gasto tentando convencer as pessoas de algo que elas não estão interessadas quando, toda essa energia, poderia ser gasta pra fazer mais coisas efetivas, tipo uma rifa pra arrecadar dinheiro pra ajudar o pessoal que recolhe animais de rua ou mesmo ir se voluntariar pra divertir velhinhos em um asilo. Enfim, odeio quem fala fala e não faz absolutamente nada, e no final das contas acaba só contribuindo pra ridicularizar quem faz algo. Portanto, estou mais uma vez cometendo um suicídio virtual: orkut deletado e fotolog inutilizado por um tempo (ou pelo menos até eu mudar de idéia). Não tenho mais saco pra esse tipo de gente, nem pras besteiras que eles falam.
Sei que estou em falta com os comentários, mas essa semana respondo todos. - Postado por: Viking às 00h40 [ ] [ envie esta mensagem ] Dizem que a inveja é uma forma berrante de homenagear a superioridade alheia, e eu concordo. Não existe essa coisa de inveja do bem, porque quem inveja sente pesar por alguém ter algo que você não tem, fica com raiva do sucesso do outro. É óbvio que pouca gente vai assumir que torce pra que outra pessoa se dê mal e acaba falando que o que sente é uma inveja do bem, que queria apenas ter tanto sucesso quanto a outra pessoa, quando na verdade o que ela quer é que o outro não tenha nada. Inveja é diferente de admiração. Quando você admira uma pessoa, quer se esforçar ao máximo pra obter o êxito que ela teve, mas nunca, em hipótese alguma, você vai querer ver essa pessoa mal: se a pessoa perder o que tem de bom, no que é que você vai se espelhar? A inveja destrói, consome e expurga qualquer coisa boa que tenha por perto; já a admiração não, ela inspira. É por isso que quando a gente quer muito alguma coisa, tem que guardar segredo: tem sempre um invejoso de plantão pra melar com os nossos planos! Para o Tudo de Blog da Capricho - Postado por: Viking às 11h41 [ ] [ envie esta mensagem ] Therese caminhava há anos por uma rua ladrilhada com pedrinhas de brilhantes e nunca chegava a lugar algum. Fatigada desse tormento, de súbito deparou-se com um muro e duas ruas sem saída, uma pra direita e outra pra esquerda. Ponderou por longos dois segundos. Achou melhor pular o muro. - Postado por: Viking às 21h01 [ ] [ envie esta mensagem ]
Era alguém que fazia parte da sua vida, como se fosse um braço ou uma perna. E tá tudo lá: sorrisos, amigos, namorados, tatuagens, cachorros, porquinhos-da-índia, filhos, maridos, menos a pessoa... Eu fico matutando até aonde isso é real. Digo, até aonde é verdade. Ninguém diz o quanto sofreu nem o quanto batalhou pra chegar até lá. Como se um dia tivessem acordado e "Oi! Tô estagiando no Banco do Brasil e tenho 19 anos!". Eu só vejo o tempo inteiro as pessoas contando vantagem, e dizendo por aí o quanto a vida delas é maravilhosa. Gente que até ontem de tarde odiava o pai hoje amanheceu se declarando e colocando outdoor no meio da rua dizendo que ama, outra que vivia chifrando o namorado resolveu ser monogâmica de vez e largar a vadiagem, beltrano que largou a medicina e foi fazer artes plásticas, sicrano que odiava emo e se dizia troooozão tatuando dadinho em chamas, e por aí vai. Quer dizer, daí eu penso que eu é que tô errada mesmo. Do tipo "Oi, eu tenho princípios". Princípios. Tipo, você parte deles, e não os esquece pelo meio do caminho. Mas voltando à perna/braço, parece que não faz a mínima diferença se ele está lá ou não. É como a Clarice Lispector dizia: "como é que eu posso sentir falta de uma coisa que me impedia de ir pra frente?". Não que você me impedisse, claro que não! É que eu passava mais tempo cuidando de você do que cortando os pentelhos do meu xibiu, entende? E é óbvio que eles mereciam mais atenção do que você! Todo mundo via isso: o padeiro, o dono do bar, a mulher da banca de revistas... Todo mundo menos eu. É que parece que quando eu gosto de uma pessoa, ela vai lá pra um altar, e religiosamente todos os dias eu coloco flores, doces, velas e limpo esse altar com o maior cuidado, e ai de quem chegar perto dele. E acho muito engraçado que você não esteja mais nele... Sinto falta não da sua arrogante e egocêntrica pessoa, e sim do que você representava: aquelas noites intermináveis de bebedeira, quando a gente sempre ía pra casa às 6 da manhã e antes disso passava no hospital pra deixar algum bebum amigo tomando glicose, eu te dando surra no Street Fighter, você me dizendo que eu precisava aprender a perder e me ligando a cobrar em casa às 5 da manhã de alguma balada que eu não tive saco pra te acompanhar, eu indo te buscar pra vir dormir na minha casa só pra você ficar feliz, você me ligando às 19:30 pra me acordar pra assistir Kubanacan, das noites que eu passei te ensinando química pra você ir bem no simulado, de você com nojo do meu hamister... Só não acredito nessa coisa que você anda vendendo por aí, de que está bem o tempo inteiro, de que as coisas estão ótimas, quando na verdade teu mundo desmoronou e você tá juntando os cacos, mais fora do ninho que vagalume piscando em sinal de trânsito. Estamos, aliás, porque afinal de contas, você é o meu umbigo. Prefiro, então, não ser nada disso que você tá tentando se encaixar. Aliás, você sempre esteve tentando se encaixar! Me pergunto quando é que você vai começar a ser você mesma. Não que seja fácil, porque você sempre me copiou em tudo, desde a marca do cigarro até o jeito de fumar, mas se você pelo menos tentasse já seria um começo. E não me venha com baboseiras do tipo: "eu não consigo, é difícil", porque isso não cola mais. A medíocre aqui sou eu, e não você! Não tente se igualar a mim no que eu tenho de pior. Então me faça esse favor, ok? Não fique tentando mentir pra mim, porque você sabe que eu olho e procuro o tempo inteiro. Não tente parecer que você não se importa e que não faz a mínima diferença pra você, porque eu sei que faz, e essa falta o teu carro novo não supre, nem o seu novo namorado estrábico e menos ainda esse corte de cabelo esquisito que você decidiu fazer pra se encaixar num padrão tosco que a tua família inventou. Não me incomoda que você continue sendo pedante, nem que seja uma pessoa que se satisfaz com muito pouco (é só se olhar no espelho) e menos ainda que você fale pra esse estrupício que antes dele você não sabia o que era amizade. Pare de mentir que você é capaz de fazer as coisas, porque se não fossem o teu pai e a tua mãe você não ía nem saber qual era o cheiro de ter algo que custe mais do que dez reais. Não fique por aí usando uma pessoa pra substituir a falta que a outra faz, porque isso é cretinice e falta de vergonha na cara. Pode me ignorar o quanto você quiser, fingir que eu não existo e que eu sou página virada, mas não saia por aí mau-dizendo o que você teve de mais próximo de lealdade, porque isso, meu bem, você não vai achar nessas esquinas sujas e botecos podres por onde tem andado.
O texto é para o meu umbigo, e não para o seu! - Postado por: Viking às 01h12 [ ] [ envie esta mensagem ]
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